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Geral

“Nunca quis ser a mulher que só era sustentada”: Camila Dias fala sobre autonomia financeira e expansão dos negócios

Influenciadora afirma que o apoio financeiro do marido permitiu o início de sua carreira na internet e conta como o empreendedorismo ampliou suas responsabilidades com equipes e empregos. Sua marca de perfumaria, Benuá, já ultrapassou R$ 10 milhões em faturamento, segundo ela.

A influenciadora e empresária Camila Dias abriu uma discussão sobre autonomia financeira, parceria no casamento e empreendedorismo ao responder a um comentário nas redes sociais que questionava sua trajetória profissional. Mãe de três filhos, ela contou que o marido sustentou a família enquanto ela começava a produzir conteúdo para a internet, mas afirmou que sempre desejou construir uma carreira própria.

“Eu nunca quis ser a mulher que só era sustentada”, declarou.

Segundo Camila, o apoio financeiro do companheiro permitiu que ela investisse tempo na produção de conteúdo antes de começar a gerar renda. Ela ressalta que não considera negativa a dinâmica financeira do casal e afirma que continua contando com esse suporte, mas defende que a mulher tenha liberdade para escolher como deseja conduzir a própria vida.

“Ser sustentada por uma pessoa que me ama é maravilhoso. Inclusive, isso segue sendo assim. Na minha opinião, homem tem que prover a casa. Mas eu acho que a mulher tem que poder escolher ficar por amor e parceria, não por dependência financeira”, afirmou.

Para a empresária, a possibilidade de ter renda própria está relacionada à liberdade de decisão. A escolha de empreender, segundo ela, não foi motivada por uma insatisfação com o casamento, mas pelo desejo de trabalhar e desenvolver seus próprios projetos.

“Eu queria ser influenciadora, então ele me permitia ficar produzindo conteúdo enquanto eu ainda não colocava dinheiro para dentro de casa”, contou.

Da influência digital ao empreendedorismo

Com o crescimento de sua presença nas redes sociais, que, segundo ela, já ultrapassou um milhão de seguidores, Camila ampliou sua atuação para o mundo dos negócios. Em seu relato, mencionou uma empresa que havia completado um ano de operação, um segundo negócio em atividade e um terceiro em fase de criação.

A expansão também mudou a forma como ela enxerga o próprio trabalho. Se, no início, o objetivo estava ligado à realização pessoal e à independência financeira, hoje a empresária afirma que suas decisões consideram também as pessoas que dependem das atividades de suas empresas.

“Não trabalho mais para bancar meus luxos e ser independente. Hoje, todas as minhas decisões levam em consideração as pessoas que dependem dos trabalhos que desempenham nas minhas empresas”, explicou.

Camila afirma que a maioria dos integrantes de suas equipes é formada por mulheres que estão no primeiro emprego. Segundo ela, parte do trabalho consiste em capacitar essas profissionais, que chegam sem experiência e aprendem as atividades na rotina dos negócios.

“Elas chegam sem saber absolutamente nada e nós nos disponibilizamos a ensinar e a formar profissionais humanas e completas. Somos um time e tenho muito orgulho”, disse.

Formação profissional e oportunidades para mulheres

Entre os exemplos citados por Camila está Carol, profissional que ela descreve como seu braço direito. As duas se conheceram quando Carol trabalhava como vendedora em uma loja onde a influenciadora costumava fazer compras.

Anos depois, ao saber que Carol buscava uma mudança de área profissional, com o objetivo de conquistar mais liberdade e reconhecimento, Camila se lembrou dela quando surgiu uma oportunidade na equipe.

“Quando precisei de alguém, tinha certeza de que ela seria perfeita. Ela tem liberdade de tomar decisões, recebe um salário bem acima do mercado e é de minha extrema confiança”, afirmou.

O relato ilustra a importância que a empresária atribui à formação de equipes e à criação de oportunidades de trabalho. Na avaliação dela, o crescimento dos negócios trouxe uma responsabilidade que vai além dos resultados financeiros e dos objetivos individuais.

Benuá supera R$ 10 milhões em faturamento

Na área de perfumaria, Camila afirma que a Benuá, marca anteriormente chamada Cora, já ultrapassou R$ 10 milhões em faturamento. Um dos desafios do negócio, segundo ela, é comercializar fragrâncias pela internet, onde o consumidor não pode experimentar o produto antes de comprá-lo.

“Sinto muito orgulho de vender perfume online, sem que as pessoas possam sentir o cheiro, e mesmo assim ser um sucesso”, contou.

A marca prepara novos passos para ampliar sua presença física. Entre os planos mencionados por Camila estão a abertura da primeira loja temporária no Rio de Janeiro e a presença em um espaço em São Paulo.

A iniciativa deve ampliar as possibilidades de contato dos consumidores com os produtos, especialmente em uma categoria na qual a experiência olfativa tem papel importante na decisão de compra.

A trajetória relatada por Camila reúne duas dimensões que ela considera complementares: o apoio financeiro dentro do casamento e a construção de uma atividade profissional própria. Para a empresária, a possibilidade de contar com o parceiro não elimina o desejo de empreender. Com a expansão dos negócios, porém, o trabalho passou a envolver também a formação de profissionais e a manutenção dos empregos gerados por suas empresas.