Panorama Setorial 2026 aponta participação feminina majoritária e remuneração praticamente equivalente entre homens e mulheres no setor
As mulheres representam 79,8% da força de trabalho das farmácias de manipulação no Brasil, segundo o Panorama Setorial 2026 da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag). O levantamento também aponta remuneração praticamente equivalente entre homens e mulheres no setor.
O cenário contrasta com o mercado privado brasileiro. De acordo com o 5º Relatório de Transparência Salarial, do Ministério do Trabalho, as mulheres receberam, em média, 21,3% menos que os homens nas empresas privadas.
Além da presença majoritária na força de trabalho, as mulheres também ocupam posições de gestão e representação no setor. Para Elaine Fontino, farmacêutica e presidente da Regional São Paulo da Anfarmag, a atividade possibilita combinar conhecimento técnico e empreendedorismo.
“As mulheres encontraram na atividade magistral um espaço no qual puderam integrar conhecimento científico, habilidade de gestão e espírito empreendedor.”
No Pará, Camila Andréa Rodrigues, que lidera a associação no estado, relaciona a participação feminina às características da profissão, como organização, atenção aos detalhes e cuidado personalizado.
A farmacêutica e empresária Mônica Meneghel, do Espírito Santo, destaca que a presença feminina já é majoritária desde a graduação em Farmácia e nos cursos técnicos. Segundo ela, a atenção aos detalhes também permanece importante na produção de fórmulas personalizadas.
As trajetórias das profissionais têm em comum a busca por qualificação, atualização científica e desenvolvimento em gestão. O Panorama Setorial 2026 também aponta avanço no nível de escolaridade do setor.
Os dados e relatos indicam que a participação feminina na atividade magistral vai além da força de trabalho, alcançando também espaços de liderança, gestão empresarial e representação institucional.
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