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DestaqueInteligência Artificial

Inteligência artificial torna consumidor mais criterioso e pressiona marcas a provar seu valor

Pesquisa da Stefanini Marketing aponta que 86% dos entrevistados pretendem usar IA para pesquisar ofertas na Black Friday; empresas precisam demonstrar diferenciais para competir sem depender apenas de descontos.

 

A inteligência artificial começa a mudar a forma como os consumidores pesquisam produtos, comparam preços e avaliam empresas antes de comprar. Com ferramentas capazes de reunir informações de diferentes fontes, o público ganha mais recursos para verificar promoções, analisar alternativas e questionar as vantagens apresentadas pelas marcas. Para as empresas, o movimento aumenta a pressão por transparência, reputação consistente e diferenciais que justifiquem o preço cobrado.

Uma pesquisa da Stefanini Marketing, divulgada em outubro de 2026, indica que 86% dos consumidores entrevistados pretendem utilizar inteligência artificial para pesquisar e comparar ofertas durante a Black Friday. O levantamento aponta ainda que 49% pretendem recorrer à tecnologia para comparar preços e 47% para verificar se uma promoção é real.

Os dados sinalizam uma mudança relevante para o varejo e para as estratégias de marketing: além de atrair a atenção do público, as empresas precisam sustentar suas promessas com informações claras e benefícios que possam ser percebidos pelo consumidor.

Para Jovana Menezes, estrategista de marketing e posicionamento empresarial, o avanço dessas ferramentas exige que as marcas tornem seus diferenciais mais concretos.

“Quando o consumidor tem mais recursos para comparar preços, condições e reputação, a marca precisa oferecer razões concretas para ser escolhida. Não basta afirmar que tem qualidade ou que entrega uma experiência superior. É necessário demonstrar essa diferença e fazer com que ela seja percebida pelo cliente”, afirma.

Preço continua importante, mas não explica toda a decisão

A facilidade de comparar ofertas pode intensificar a concorrência em segmentos nos quais produtos e serviços parecem semelhantes. Quando o consumidor não identifica diferenças relevantes entre as opções, o preço tende a ganhar peso na decisão, aumentando a pressão sobre as margens das empresas.

Isso não significa que as promoções perderão espaço, mas depender exclusivamente de descontos pode dificultar a construção de uma relação duradoura com os clientes. Reduzir preços para competir sem compreender o que influencia a escolha do público pode comprometer a rentabilidade sem resolver o problema de posicionamento.

Segundo Jovana, uma das dificuldades está na distância entre aquilo que a empresa considera um diferencial e o que o consumidor realmente reconhece como vantagem.

“Uma empresa pode ter uma entrega melhor do que a concorrência e continuar perdendo clientes para um concorrente mais barato. Isso acontece quando a diferença existe dentro do negócio, mas não fica clara para quem compra. Antes de reduzir o preço, é importante entender se o cliente realmente compreendeu o valor daquilo que está sendo oferecido”, explica.

Experiência, especialização, qualidade e atendimento podem ajudar a justificar a escolha de uma marca, desde que esses atributos sejam relevantes para o público e estejam presentes tanto na comunicação quanto na entrega.

Marketing precisa acompanhar a jornada de compra

O uso de inteligência artificial também amplia o desafio de medir os resultados das campanhas de aquisição de clientes. Um anúncio pode despertar interesse, mas a decisão final pode ocorrer depois de pesquisas em mecanismos de busca, avaliações de consumidores, redes sociais e ferramentas de IA.

Nesse cenário, métricas como cliques e custo por lead não são suficientes para avaliar o desempenho comercial. É necessário acompanhar quantos contatos se transformam em vendas, quanto custa conquistar cada cliente e qual margem permanece após a negociação.

Para Jovana, marketing e vendas precisam atuar de forma integrada para que a promessa apresentada na publicidade seja sustentada ao longo da jornada de compra.

“O anúncio pode gerar a oportunidade, mas a empresa precisa estar preparada para sustentar a escolha. Isso envolve posicionamento, informações consistentes, atendimento e capacidade de conduzir a negociação. Se cada etapa apresenta uma mensagem diferente ou não consegue demonstrar valor, a campanha perde parte de sua capacidade de gerar resultado”, afirma.

A análise dos resultados também ajuda a identificar onde estão os obstáculos à conversão. Uma campanha pode atrair o público adequado, mas a empresa ainda pode perder vendas por falta de informações, atendimento inadequado, condições comerciais pouco competitivas ou dificuldade de demonstrar seus diferenciais.

Reputação digital ganha relevância na pesquisa por IA

Com a ampliação das ferramentas de pesquisa assistida, a presença digital das empresas passa a ter importância não apenas para divulgar produtos e serviços, mas também para oferecer informações que ajudem o consumidor a avaliar a credibilidade da marca.

Descrições claras, dados atualizados, avaliações de clientes e conteúdos especializados podem contribuir para uma apresentação mais consistente do negócio nos ambientes digitais. A coerência entre o que a empresa promete e o que efetivamente entrega também influencia a confiança do público.

Isso não significa que estar presente em uma ferramenta de inteligência artificial garanta recomendações ou vendas. O resultado depende de diversos fatores, incluindo a qualidade e a disponibilidade das informações, o funcionamento de cada sistema e os critérios utilizados na pesquisa.

A reputação, por sua vez, não se constrói apenas com publicidade. Ela também está relacionada à experiência dos clientes, à qualidade do atendimento e à capacidade de cumprir as condições anunciadas.

“Não adianta investir para ser visto se, quando o consumidor pesquisa mais sobre a empresa, não encontra informações que reforcem a confiança. A marca precisa ser coerente em todos os pontos de contato. A inteligência artificial acrescenta uma nova camada à descoberta, mas a necessidade de construir credibilidade continua sendo central”, destaca Jovana.

Diferenciação passa a ser parte da estratégia de rentabilidade

A ampliação do acesso a ferramentas de comparação pode favorecer consumidores mais atentos às condições comerciais e tornar mais evidente a dificuldade de empresas que dependem exclusivamente de publicidade e descontos para vender.

Para os negócios, o desafio passa por entender quais atributos realmente influenciam a escolha do cliente, reunir evidências que sustentem essas vantagens e garantir que a experiência de compra corresponda à comunicação da marca.

Na avaliação de Jovana, a inteligência artificial deve ser incorporada a uma estratégia mais ampla de posicionamento e gestão comercial, em vez de ser tratada apenas como mais um canal de divulgação.

“O objetivo não deveria ser apenas aparecer mais ou oferecer o menor preço. É construir uma marca que tenha motivos concretos para ser escolhida e uma operação capaz de transformar essa preferência em resultado. Quanto mais fácil fica comparar, mais importante se torna mostrar aquilo que realmente diferencia o negócio”, conclui.

O avanço da pesquisa assistida por IA, portanto, amplia a necessidade de integração entre marketing, vendas, atendimento e gestão. Em um ambiente no qual comparar ofertas se torna mais simples, a capacidade de demonstrar valor pode ser decisiva para conquistar clientes sem depender exclusivamente de reduções de preço.

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Pesquisa da Stefanini Marketing aponta que 86% dos entrevistados pretendem usar IA para pesquisar ofertas na Black Friday; empresas precisam demonstrar diferenciais para competir sem depender apenas de descontos.

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A inteligência artificial começa a mudar a forma como os consumidores pesquisam produtos, comparam preços e avaliam empresas antes de comprar. Com ferramentas capazes de reunir informações de diferentes fontes, o público ganha mais recursos para verificar promoções, analisar alternativas e questionar as vantagens apresentadas pelas marcas. Para as empresas, o movimento aumenta a pressão por transparência, reputação consistente e diferenciais que justifiquem o preço cobrado.

Uma pesquisa da Stefanini Marketing, divulgada em outubro de 2026, indica que 86% dos consumidores entrevistados pretendem utilizar inteligência artificial para pesquisar e comparar ofertas durante a Black Friday. O levantamento aponta ainda que 49% pretendem recorrer à tecnologia para comparar preços e 47% para verificar se uma promoção é real.

Os dados sinalizam uma mudança relevante para o varejo e para as estratégias de marketing: além de atrair a atenção do público, as empresas precisam sustentar suas promessas com informações claras e benefícios que possam ser percebidos pelo consumidor.

Para Jovana Menezes, estrategista de marketing e posicionamento empresarial, o avanço dessas ferramentas exige que as marcas tornem seus diferenciais mais concretos.

“Quando o consumidor tem mais recursos para comparar preços, condições e reputação, a marca precisa oferecer razões concretas para ser escolhida. Não basta afirmar que tem qualidade ou que entrega uma experiência superior. É necessário demonstrar essa diferença e fazer com que ela seja percebida pelo cliente”, afirma.

Preço continua importante, mas não explica toda a decisão

A facilidade de comparar ofertas pode intensificar a concorrência em segmentos nos quais produtos e serviços parecem semelhantes. Quando o consumidor não identifica diferenças relevantes entre as opções, o preço tende a ganhar peso na decisão, aumentando a pressão sobre as margens das empresas.

Isso não significa que as promoções perderão espaço, mas depender exclusivamente de descontos pode dificultar a construção de uma relação duradoura com os clientes. Reduzir preços para competir sem compreender o que influencia a escolha do público pode comprometer a rentabilidade sem resolver o problema de posicionamento.

Segundo Jovana, uma das dificuldades está na distância entre aquilo que a empresa considera um diferencial e o que o consumidor realmente reconhece como vantagem.

“Uma empresa pode ter uma entrega melhor do que a concorrência e continuar perdendo clientes para um concorrente mais barato. Isso acontece quando a diferença existe dentro do negócio, mas não fica clara para quem compra. Antes de reduzir o preço, é importante entender se o cliente realmente compreendeu o valor daquilo que está sendo oferecido”, explica.

Experiência, especialização, qualidade e atendimento podem ajudar a justificar a escolha de uma marca, desde que esses atributos sejam relevantes para o público e estejam presentes tanto na comunicação quanto na entrega.

Marketing precisa acompanhar a jornada de compra

O uso de inteligência artificial também amplia o desafio de medir os resultados das campanhas de aquisição de clientes. Um anúncio pode despertar interesse, mas a decisão final pode ocorrer depois de pesquisas em mecanismos de busca, avaliações de consumidores, redes sociais e ferramentas de IA.

Nesse cenário, métricas como cliques e custo por lead não são suficientes para avaliar o desempenho comercial. É necessário acompanhar quantos contatos se transformam em vendas, quanto custa conquistar cada cliente e qual margem permanece após a negociação.

Para Jovana, marketing e vendas precisam atuar de forma integrada para que a promessa apresentada na publicidade seja sustentada ao longo da jornada de compra.

“O anúncio pode gerar a oportunidade, mas a empresa precisa estar preparada para sustentar a escolha. Isso envolve posicionamento, informações consistentes, atendimento e capacidade de conduzir a negociação. Se cada etapa apresenta uma mensagem diferente ou não consegue demonstrar valor, a campanha perde parte de sua capacidade de gerar resultado”, afirma.

A análise dos resultados também ajuda a identificar onde estão os obstáculos à conversão. Uma campanha pode atrair o público adequado, mas a empresa ainda pode perder vendas por falta de informações, atendimento inadequado, condições comerciais pouco competitivas ou dificuldade de demonstrar seus diferenciais.

Reputação digital ganha relevância na pesquisa por IA

Com a ampliação das ferramentas de pesquisa assistida, a presença digital das empresas passa a ter importância não apenas para divulgar produtos e serviços, mas também para oferecer informações que ajudem o consumidor a avaliar a credibilidade da marca.

Descrições claras, dados atualizados, avaliações de clientes e conteúdos especializados podem contribuir para uma apresentação mais consistente do negócio nos ambientes digitais. A coerência entre o que a empresa promete e o que efetivamente entrega também influencia a confiança do público.

Isso não significa que estar presente em uma ferramenta de inteligência artificial garanta recomendações ou vendas. O resultado depende de diversos fatores, incluindo a qualidade e a disponibilidade das informações, o funcionamento de cada sistema e os critérios utilizados na pesquisa.

A reputação, por sua vez, não se constrói apenas com publicidade. Ela também está relacionada à experiência dos clientes, à qualidade do atendimento e à capacidade de cumprir as condições anunciadas.

“Não adianta investir para ser visto se, quando o consumidor pesquisa mais sobre a empresa, não encontra informações que reforcem a confiança. A marca precisa ser coerente em todos os pontos de contato. A inteligência artificial acrescenta uma nova camada à descoberta, mas a necessidade de construir credibilidade continua sendo central”, destaca Jovana.

Diferenciação passa a ser parte da estratégia de rentabilidade

A ampliação do acesso a ferramentas de comparação pode favorecer consumidores mais atentos às condições comerciais e tornar mais evidente a dificuldade de empresas que dependem exclusivamente de publicidade e descontos para vender.

Para os negócios, o desafio passa por entender quais atributos realmente influenciam a escolha do cliente, reunir evidências que sustentem essas vantagens e garantir que a experiência de compra corresponda à comunicação da marca.

Na avaliação de Jovana, a inteligência artificial deve ser incorporada a uma estratégia mais ampla de posicionamento e gestão comercial, em vez de ser tratada apenas como mais um canal de divulgação.

“O objetivo não deveria ser apenas aparecer mais ou oferecer o menor preço. É construir uma marca que tenha motivos concretos para ser escolhida e uma operação capaz de transformar essa preferência em resultado. Quanto mais fácil fica comparar, mais importante se torna mostrar aquilo que realmente diferencia o negócio”, conclui.

O avanço da pesquisa assistida por IA, portanto, amplia a necessidade de integração entre marketing, vendas, atendimento e gestão. Em um ambiente no qual comparar ofertas se torna mais simples, a capacidade de demonstrar valor pode ser decisiva para conquistar clientes sem depender exclusivamente de reduções de preço.

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