Importações cresceram 88,2% entre 2019 e 2024, enquanto produção nacional avançou 4,6% no último ano; setor movimentou cerca de 1,2 bilhão de peças em 2024.
O mercado brasileiro de cama, mesa e banho cresceu nos últimos anos, mas o avanço da produção nacional ocorre em ritmo inferior ao das importações. Dados do IEMI – Inteligência de Mercado citados por Rafael Appel, presidente da Appel Home, mostram que o consumo aparente do setor aumentou 15,7% em volume entre 2019 e 2024, chegando a cerca de 1,2 bilhão de peças comercializadas no último ano.
A produção brasileira alcançou 1 bilhão de peças em 2024, alta de 4,6% em relação a 2023. No mesmo período, porém, o volume de produtos importados cresceu 53,5%, superando 217 milhões de peças. Entre 2019 e 2024, as importações acumulam alta de 88,2%, elevando sua participação no consumo nacional de 11% para 17,9%.
Pressão sobre a indústria nacional
Para Appel, o avanço dos importados amplia a pressão sobre fabricantes brasileiros, especialmente em polos industriais tradicionais. O executivo afirma que a concorrência não representa, por si só, um problema, mas defende que fatores como qualidade, durabilidade, empregos e inovação também sejam considerados nas decisões de compra.
A indústria nacional de cama, mesa e banho envolve uma cadeia que inclui fornecedores, trabalhadores especializados, logística e tecnologia. Em regiões com tradição têxtil, empresas mantêm estruturas produtivas construídas ao longo de décadas e têm participação na economia local.
O debate, segundo Appel, vai além da escolha entre produtos nacionais e importados. A avaliação é de que o preço deve ser analisado em conjunto com outros fatores, como qualidade, disponibilidade, geração de empregos e impacto sobre a atividade industrial brasileira.
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