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Fundador e CEO da IA Infinity fala sobre trajetória profissional, empreendedorismo, acesso à inteligência artificial, transformação das empresas e os desafios de liderar negócios em um cenário de mudança tecnológica acelerada.
A inteligência artificial deixou de ser uma tecnologia restrita às grandes corporações e passou a ocupar espaço também nas pequenas e médias empresas. Para Hilson, fundador e CEO da IA Infinity, essa mudança representa uma oportunidade, mas também exige uma transformação na forma como empresários e equipes trabalham.
Com trajetória profissional construída em grandes multinacionais, Hilson afirma que sua experiência ajudou a formar uma visão baseada na combinação entre processos, pessoas, tecnologia e tempo. Segundo ele, estar próximo de grandes empresas e profissionais especializados mostrou que resultados consistentes dependem de construção contínua, e não de soluções imediatas.
“Pouca gente fala de tempo quando o assunto é sucesso. Eu falo, porque ninguém constrói nada de verdade da noite para o dia. Sucesso pede tempo.”
Da experiência corporativa ao empreendedorismo em IA
A decisão de empreender no segmento de inteligência artificial surgiu, segundo Hilson, a partir de uma percepção acumulada durante sua carreira. Ele observava que as grandes empresas já contavam havia anos com estruturas robustas de tecnologia, enquanto negócios menores tinham menos acesso a esse tipo de recurso.
“A ficha caiu quando entendi que, com o conhecimento certo, dá para levar esse mesmo poder técnico à empresa pequena e média também. Foi aí que a IA deixou de ser tendência e virou oportunidade de verdade na mão de quem sempre ficou de fora.”
Pessoas como principal desafio
Na construção da empresa, Hilson aponta as pessoas como o principal desafio. Para ele, tecnologia pode ser resolvida tecnicamente, mas a transformação depende de uma equipe preparada para lidar com mudanças.
Entre as decisões que considera mais importantes estão a capacitação do time e a criação de uma cultura em que o erro possa ser usado como aprendizado.
“Gente é o jogo inteiro”, resume.
IA como estrutura, não como solução isolada
Hilson defende que a inteligência artificial não deve ser tratada como uma ferramenta pontual dentro das organizações. Na visão dele, as empresas precisam olhar para a tecnologia de forma integrada, considerando diferentes áreas e processos.
“Toda empresa precisa de um departamento de IA olhando para todas as áreas da empresa, num 360°, para reduzir custo e para otimizar a produtividade”, afirma.
Para ele, a adoção da tecnologia precisa estar acompanhada de mudanças nos processos, sem confundir transformação com melhoria automática.
O empresário continua no comando
Na avaliação do CEO da IA Infinity, uma das principais mudanças provocadas pela popularização da IA é a democratização do acesso. O que antes estava concentrado nas grandes empresas agora pode ser incorporado por negócios de menor porte.
Hilson, porém, faz uma ressalva sobre o papel da tecnologia na tomada de decisões.
“A IA é o copiloto, nunca o piloto”, afirma.
Para ele, a inteligência artificial pode acelerar o acesso a dados, automatizar tarefas e liberar tempo, mas segurança, responsabilidade e decisão permanecem sob responsabilidade humana.
Integração com sistemas existentes
Entre os obstáculos encontrados pelas empresas, Hilson destaca sistemas antigos que não se comunicam entre si e a resistência natural das equipes às mudanças. A estratégia da IA Infinity, segundo ele, é trabalhar com soluções personalizadas, buscando integrar a inteligência artificial a ERPs, CRMs e outros sistemas já utilizados.
Quando a integração não é viável, a alternativa apontada é desenvolver uma nova estrutura tecnológica. O objetivo, nesse caso, é transformar a operação para um modelo que o CEO define como AI-First Business.
A transformação chega a diferentes áreas
Hilson afirma que os impactos da IA já aparecem em diferentes setores das empresas. Em alguns clientes, as mudanças estão mais concentradas em gestão e financeiro; em outros, vendas e atendimento são as áreas de maior pressão.
Para ele, entretanto, limitar a estratégia a apenas um departamento pode reduzir o potencial da tecnologia. A proposta defendida é uma visão integrada, com diferentes áreas convergindo para uma estrutura de inteligência artificial capaz de observar a empresa como um todo.
Governança e responsabilidade
Com a ampliação do uso de IA, a governança se torna outro ponto central. Hilson considera rastreabilidade dos dados, regras configuráveis por área e conformidade com a LGPD elementos indispensáveis para uma adoção sustentável.
“Não existe referência séria sem governança”, afirma.
Na visão do CEO, estabelecer mecanismos de controle desde o início é necessário para manter a tecnologia confiável à medida que seu uso cresce.
Empreendedorismo exige sair da zona de conforto
Ao falar sobre sua própria trajetória, Hilson aponta a disposição para sair da zona de conforto como uma das decisões mais difíceis — e recorrentes — da carreira. Ele afirma que procura não se acomodar com os resultados atuais e mantém como princípio a busca por evolução constante.
“Ninguém me trouxe sucesso de bandeja. Eu me levantei e fui atrás”, diz.
A declaração resume uma visão de empreendedorismo baseada em iniciativa, disciplina e disposição para enfrentar mudanças.
Antes da IA, gestão
Para empresários que pretendem começar a utilizar inteligência artificial, Hilson faz uma distinção importante: a tecnologia não substitui uma gestão que ainda não existe.
“Se o empresário ainda não tem gestão, a gestão vem antes da IA. Agora, se ele já tem gestão, o passo seguinte é entender como automatizar com IA os processos manuais que consomem o tempo da empresa”, explica.
O desafio de continuar evoluindo
Na visão de Hilson, o desenvolvimento de uma empresa precisa ser acompanhado pela evolução de seus clientes, processos e colaboradores. Ele observa que o acesso ao conhecimento mudou profundamente e que hoje as pessoas podem aprender de forma mais autônoma e rápida. O desafio, portanto, não seria apenas adotar novas ferramentas, mas evitar que pessoas e organizações parem de evoluir.
O conselho para quem está começando
Ao ser questionado sobre o que diria a quem deseja seguir carreira em tecnologia e inteligência artificial, Hilson responde de maneira direta: começar. Para ele, o acesso ao conhecimento nunca foi tão amplo, e a iniciativa individual ganhou importância.
“Quem é focado em tecnologia hoje não tem limite pra aprender sozinho, a informação está toda aí, de graça, esperando quem tem iniciativa.”
E completa:
“Comece. Não tem outro jeito.”



