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Histórias de Sucesso

Dernizo Pagnoncelli e a nova forma de pensar a liderança empresarial

Foto: Diogo Pagnoncelli

À frente do Conselho de Presidentes, economista e consultor transforma a solidão do topo em diálogo, troca de experiências e decisões mais conscientes.

Por trás de grandes empresas existem grandes decisões. E, por trás dessas decisões, quase sempre existe uma pessoa que precisa lidar diariamente com dúvidas, riscos, pressões e responsabilidades que nem sempre podem ser compartilhadas com a própria equipe.

Foi para enfrentar essa realidade que o economista e consultor Dernizo Pagnoncelli criou o Conselho de Presidentes. Existe uma imagem recorrente no mundo corporativo: a do presidente sentado no topo da organização, cercado por profissionais, informações, reuniões e decisões. Mas estar no topo não significa estar acompanhado. É justamente nessa contradição que está uma das questões mais complexas da liderança contemporânea: a chamada solidão do topo. Quanto maior a responsabilidade, maior pode ser a dificuldade de encontrar alguém com quem conversar de maneira verdadeiramente aberta sobre os dilemas do negócio. Foi observando essa realidade que Dernizo Pagnoncelli criou o Conselho de Presidentes, um ambiente pensado para permitir que líderes empresariais deixem, por algumas horas, o cargo do lado de fora da sala e conversem como pessoas.

Sem discursos prontos.
Sem a necessidade de demonstrar que possuem todas as respostas.
Sem a obrigação de aparentar que tudo está sob controle.

Onde presidentes podem falar o que não conseguem falar

A proposta do Conselho é simples na essência, mas profunda na prática: reunir líderes para uma conversa qualificada sobre os desafios que realmente importam. A dinâmica se distancia do networking tradicional. Não se trata apenas de trocar cartões, fazer negócios ou ampliar relacionamentos. O objetivo é promover reflexão, troca e aprendizado entre pares.

Presidentes e executivos passam a discutir questões que atravessam suas organizações, como estratégia, governança, inteligência artificial, gestão de pessoas, cenário econômico e transformações capazes de alterar completamente a forma de fazer negócios.

É um espaço em que uma experiência pode provocar outra pergunta. Uma dúvida pode gerar uma nova perspectiva. E um problema enfrentado por uma empresa pode ajudar outro líder a enxergar uma solução para a própria organização. A filosofia encontra uma síntese poderosa em uma máxima associada ao grupo:

“Pensar o negócio do outro ajuda a repensar o próprio comportamento.”

A força da experiência compartilhada

A trajetória de Pagnoncelli ajuda a explicar por que ele escolheu criar um ambiente baseado em estratégia, diálogo e troca de experiências. Com mais de quatro décadas de atuação profissional, sua carreira reúne experiências nos setores público e privado, além de atividades como professor, consultor e conselheiro empresarial. Sua trajetória também inclui projetos estratégicos desenvolvidos para diferentes organizações e cidades, ampliando sua experiência em planejamento, gestão e desenvolvimento. Sua produção intelectual acompanha esse percurso. Entre seus trabalhos está “Construindo Estratégias para Vencer!”, escrito em parceria com Paulo Vasconcellos Filho e publicado pela Elsevier. A obra apresenta uma metodologia voltada ao planejamento estratégico e aborda temas como missão, visão, objetivos, análise de ambiente e estratégias competitivas.

Também fazem parte de sua bibliografia títulos como “Terceirização & Parceirização: Estratégias para o Sucesso Empresarial” e “Cidades, Capital Social e Planejamento Estratégico: o Caso Joinville”.

Existe, portanto, uma linha que conecta sua trajetória:

pensar estrategicamente o futuro e transformar conhecimento em ação.

Conselho de Presidentes 2.0: uma nova etapa

Depois de mais de uma década de encontros, o Conselho entra em uma nova fase.

O Conselho de Presidentes 2.0 representa uma evolução do conceito original, ampliando a proposta de troca entre líderes e colocando ainda mais atenção sobre decisões reais, integração entre diferentes gerações de empresários e a conexão entre reflexão e execução. A ideia é acompanhar um mundo empresarial que mudou radicalmente. A inteligência artificial está transformando setores inteiros. A gestão de pessoas ganhou novos desafios. As relações de trabalho estão em transformação. A governança passou a ser cada vez mais estratégica. E mudanças regulatórias, tributárias e econômicas exigem dos líderes uma capacidade de adaptação permanente. Nesse cenário, talvez uma das maiores competências de um presidente seja justamente reconhecer que não precisa ter todas as respostas sozinho.

Mais que negócios, pessoas

Existe ainda uma dimensão especialmente contemporânea na proposta de Pagnoncelli: a preocupação com o equilíbrio de quem ocupa posições de alta responsabilidade.

Durante muito tempo, o mundo corporativo associou liderança à imagem de força absoluta.

O bom presidente deveria saber tudo.
O bom empresário deveria estar sempre seguro.
O líder não poderia demonstrar dúvida.

O Conselho propõe uma mudança de perspectiva.

Vulnerabilidade não precisa significar fraqueza. Pode significar maturidade.

Reconhecer uma dificuldade, ouvir alguém que viveu uma situação semelhante e reconsiderar uma decisão pode ser justamente o comportamento de um líder mais preparado. É nesse ponto que a criação de Pagnoncelli ganha uma dimensão que ultrapassa a gestão empresarial.

Ela fala sobre pessoas.

Um legado construído na estratégia

Ao longo de sua carreira, Dernizo Pagnoncelli transitou por diferentes ambientes e acumulou experiências em organizações públicas e privadas, projetos estratégicos, educação executiva e produção de conhecimento. Sua atuação inclui experiências relacionadas a instituições como Petrobras Distribuidora, Ministério do Meio Ambiente e Associação Brasileira de Telecomunicações, além de trabalhos estratégicos desenvolvidos para diferentes cidades e organizações. Hoje, sua atuação à frente do Conselho de Presidentes representa uma extensão natural dessa trajetória. Se seus livros ajudaram empresários a pensar sobre estratégia, o Conselho criou um espaço para que eles possam pensar juntos. E essa talvez seja uma das grandes contribuições de Dernizo Pagnoncelli para uma nova geração de líderes: mostrar que ninguém precisa liderar sozinho.

O futuro da liderança pode estar na mesa de conversa

Em uma época em que empresas buscam respostas cada vez mais rápidas, Pagnoncelli aposta em algo que pode parecer simples, mas se tornou raro: parar, ouvir e refletir.

Porque decisões melhores nem sempre nascem de mais informação.

Às vezes, nascem de uma boa pergunta.
De uma conversa honesta.
De uma experiência compartilhada.
Ou simplesmente da oportunidade de conversar com alguém que entende exatamente o peso de estar sentado na mesma cadeira.

O Conselho de Presidentes nasceu para isso.

E o Conselho de Presidentes 2.0 chega para aprofundar essa missão.

No centro dessa história está Dernizo Pagnoncelli, um profissional que transformou sua experiência em um ambiente de aprendizado coletivo e que continua defendendo uma ideia cada vez mais necessária no mundo dos negócios:

Grandes líderes não são aqueles que nunca têm dúvidas. São aqueles que sabem onde encontrar boas perguntas, boas conversas e boas pessoas para ajudá-los a construir as respostas.

 

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