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Negócios

Brasileiros que se mudam para os EUA podem subestimar riscos sem seguro adequado

Foto: Divulgação

Especialista destaca proteções que vão além de carro, saúde e imóvel e orienta sobre a revisão das apólices

Brasileiros que planejam viver nos Estados Unidos precisam considerar os seguros como parte do planejamento financeiro. A mudança de país envolve não apenas adaptação cultural e profissional, mas também a compreensão de um sistema de proteção diferente daquele ao qual muitos imigrantes estão acostumados.

O alerta é de Edimara Dal Pozzo, CEO da Royal Eagle Insurance, que acompanha as principais dúvidas da comunidade brasileira nos Estados Unidos. Segundo a especialista, seguros de automóvel, saúde e imóvel costumam estar entre as primeiras preocupações de quem chega ao país, enquanto outras proteções acabam ficando em segundo plano.

“O brasileiro normalmente entende rapidamente a importância do seguro do carro, da saúde e da casa. Mas existem outras coberturas que só são lembradas quando acontece um problema, e aí pode ser tarde para contratar”, afirma Edimara.

Seguro de vida pode ser importante para famílias

Entre as coberturas que merecem atenção está o seguro de vida, principalmente para famílias que dependem da renda de uma ou duas pessoas. A proteção pode fazer parte do planejamento financeiro familiar e deve ser avaliada de acordo com as responsabilidades e necessidades de cada caso.

A especialista também destaca o umbrella insurance, modalidade adicional de responsabilidade civil que pode ampliar a proteção financeira em determinadas situações, conforme os limites, condições e exclusões previstos na apólice.

Autônomos precisam avaliar riscos da atividade

Para profissionais autônomos e pequenos empresários, outro ponto de atenção são os seguros relacionados à atividade profissional. Um incidente durante a prestação de um serviço pode gerar custos elevados caso o profissional não tenha uma cobertura adequada para os riscos envolvidos. Por isso, a recomendação é avaliar as necessidades específicas de cada atividade antes de contratar uma apólice. O preço, segundo Edimara, não deve ser o único critério de decisão.

“Seguro precisa ser analisado pelo conjunto: preço, franquia, limites, exclusões e necessidade real daquela família”, explica.

Mudanças na vida exigem revisão

A contratação do seguro também não deve ser tratada como uma decisão definitiva. Mudanças como casamento, nascimento de filhos, compra de imóvel, troca de carro ou mudança de estado podem alterar as necessidades de proteção e exigir uma revisão das apólices. Para quem chega aos Estados Unidos, entender as características das coberturas disponíveis e as diferenças em relação ao sistema brasileiro pode ajudar a evitar decisões inadequadas.

“O brasileiro chega aos Estados Unidos e encontra um sistema diferente daquele com o qual estava acostumado. Ter informação e revisar as coberturas de acordo com cada fase da vida pode evitar que um imprevisto se transforme em um problema financeiro muito maior”, conclui Edimara.

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