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Histórias de Sucesso

Adriano Marques cria Método VSV para transformar conversas em vendas servir primeiro, vender é consequência

Metodologia “Vender Sem Vender” combina atendimento, diagnóstico, negociação, follow-up e pós-venda para tornar a operação comercial mais eficiente e menos dependente da pressão pelo fechamento.

Em um mercado no qual consumidores chegam às empresas cada vez mais informados, comparar preços, pesquisar avaliações e conhecer diferentes soluções antes de conversar com um vendedor se tornou parte da jornada de compra. Nesse cenário, Adriano Marques desenvolveu o Método VSV — Vender Sem Vender, uma abordagem que propõe colocar relacionamento, serviço e compreensão das necessidades do cliente no centro da atividade comercial.

A metodologia parte de uma mudança de perspectiva: antes de pensar em quanto será vendido, o profissional deve se perguntar como pode servir aquela pessoa. A proposta é fazer com que a venda seja consequência de uma relação construída a partir de confiança, conexão e valor percebido.

Segundo o conteúdo apresentado por Marques, o método reúne práticas de atendimento, diagnóstico, negociação, fechamento, follow-up, pós-venda e fidelização. A intenção é não apenas melhorar a conversa com o consumidor, mas também estruturar o processo comercial para aumentar sua eficiência.

Servir antes de vender

Um dos princípios do VSV é o atendimento como ponto de partida da relação comercial. Receber bem, ouvir, orientar, responder dúvidas e demonstrar interesse são atitudes que, segundo a metodologia, podem criar uma experiência positiva mesmo quando o cliente ainda não está pronto para comprar.

A lógica também se estende aos canais digitais. WhatsApp e Instagram são apresentados não apenas como ferramentas de atendimento ou divulgação, mas como espaços para criar conversas e manter relacionamento.

O vendedor passa a diagnosticar

Na metodologia de Adriano Marques, o profissional não deve simplesmente apresentar aquilo que a empresa pretende vender. Antes da oferta, precisa entender o que o cliente procura, para que precisa da solução e qual problema deseja resolver.

Essa mudança coloca a escuta no centro da negociação.

As objeções também passam a ser encaradas de outra maneira. Questões relacionadas a preço, prazo, garantia ou confiança são tratadas como informações que podem ajudar o vendedor a identificar o que ainda impede a decisão, em vez de serem interpretadas automaticamente como uma rejeição.

Processo comercial também determina produtividade

Para Marques, vender melhor não depende apenas de aumentar a quantidade de contatos realizados. Sem método, vendedores podem gastar tempo acompanhando oportunidades com baixo potencial ou repetindo abordagens que não avançam.

Por isso, o VSV trabalha com uma estrutura que envolve prospecção, diagnóstico, negociação, tratamento de objeções, fechamento e acompanhamento.

A organização permite identificar em que estágio cada oportunidade está e concentrar esforços nos contatos com maior possibilidade de evolução.

Follow-up ganha papel estratégico

Um dos pontos destacados no método é a recuperação de oportunidades que já passaram pelo funil comercial.

Orçamentos não fechados, clientes antigos, conversas interrompidas e pessoas que demonstraram interesse podem voltar a ser trabalhados.

A chamada Regra dos 20 Follow-ups propõe pelo menos 20 contatos por dia. Em aproximadamente 22 dias úteis, isso representa cerca de 440 contatos trabalhados no mês.

O objetivo, porém, não é apenas perguntar se o cliente vai comprar. A orientação é procurar entender se ficou alguma dúvida ou se existe algo que possa ser feito para ajudá-lo.

A venda não termina no pagamento

Outro pilar do VSV é o pós-venda. Depois da compra, a empresa deve continuar acompanhando o cliente para entender se a solução atendeu à necessidade e se existe alguma demanda adicional.

Esse relacionamento pode abrir espaço para recompra, indicação e fidelização.

A metodologia também trabalha com a construção de comunidades, por meio de grupos, eventos, experiências e benefícios que aproximem clientes da marca.

Treinamento transforma método em cultura

Para que a estratégia não dependa apenas do desempenho individual de um vendedor, Marques defende a incorporação das práticas à cultura da empresa.

Reuniões comerciais, treinamentos, análise de objeções, acompanhamento de metas e avaliação de indicadores fazem parte dessa estrutura.

Entre os indicadores citados estão faturamento, conversão, ticket médio, follow-ups, recompra e recuperação de clientes.

Relacionamento como parte da estratégia comercial

O Método VSV reúne suas etapas em um ciclo que passa por servir, conectar, entender, entregar, quebrar objeções, fechar, encantar, fazer follow-up, relacionar e fidelizar, avançando para recompra, indicação e construção de comunidade.

A proposta de Adriano Marques é, portanto, ampliar a visão sobre o que significa vender. Em vez de concentrar toda a operação no momento do fechamento, o método considera a experiência completa do cliente e a organização do processo comercial.

Em um cenário de maior acesso à informação e de consumidores menos receptivos a abordagens agressivas, a capacidade de construir boas conversas pode se tornar um componente relevante da estratégia de vendas.

No VSV, a lógica é resumida em uma mudança de pergunta: antes de pensar em como vender mais, o profissional deve entender como servir melhor.

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