Skip to main contentSkip to footer
Negócios

Ter muitos seguidores ainda significa ser influente? Estudo mostra nova lógica do marketing

Levantamento que analisou mais de 2 mil perfis aponta que autoridade, reputação e capacidade de influenciar decisões estão ganhando espaço na definição de quem realmente tem influência no mercado

Durante anos, o número de seguidores foi tratado como uma das principais métricas para medir a influência de uma pessoa nas redes sociais. Quanto maior a audiência, maior parecia ser o poder de influência. Esse cenário, porém, está mudando. Um levantamento realizado pela Deck em parceria com a Nexus, empresas da FSB Holding, analisou mais de 2 mil perfis de 21 setores da economia brasileira e mostra que a influência está sendo avaliada de uma maneira mais ampla. Além da audiência, entram na conta fatores como autoridade, reputação, afinidade e capacidade de pautar decisões.

O estudo, chamado Pulso 2026/2027, identificou as vozes consideradas mais influentes em diferentes segmentos da economia brasileira. Na área de Marketing e Publicidade, foram selecionados 30 nomes entre executivos, consultores, especialistas e criadores de conteúdo.

Influência vai além dos números

O resultado chama atenção justamente porque coloca profissionais de diferentes perfis no mesmo debate. Entre os nomes selecionados aparecem executivos de empresas, consultores, especialistas técnicos e creators. A lista inclui profissionais como Ana Couto, André Siqueira, Beatriz Guarezi, Bia Granja, Camila Renaux, Carlos Merigo, Dener Lippert, Diego Ivo, Erico Rocha, João Branco, Nizan Guanaes, Pedro Sobral, Rafael Kiso, Rafael Rez e Vitor Peçanha, entre outros.  Isso mostra uma transformação importante no mercado.

A influência deixou de estar concentrada exclusivamente em quem possui grandes comunidades nas redes sociais. Conhecimento, credibilidade e capacidade de gerar conversas e decisões também passaram a ser considerados ativos de influência. De acordo com o levantamento, 65% dos perfis considerados mais influentes são especialistas ou referências técnicas, enquanto 42% são executivos de grandes empresas.

A era do “seguidor por seguidor” está chegando ao fim?

Para marcas, essa mudança pode representar uma transformação importante na hora de escolher parceiros para campanhas. Imagine duas pessoas. Uma possui 1 milhão de seguidores, mas apresenta baixo nível de confiança e pouca conexão real com o público. A outra possui 80 mil seguidores, mas é reconhecida como referência em determinado segmento e consegue influenciar decisões de compra. Qual delas realmente tem mais influência? A resposta está cada vez menos relacionada ao tamanho da audiência e mais ligada à qualidade dessa audiência e à capacidade de transformar atenção em ação.É por isso que métricas como comentários qualificados, compartilhamentos, menções, percepção de marca, confiança e conversão podem ganhar cada vez mais importância nas estratégias de marketing.

Executivos também viraram influenciadores

Outro ponto destacado pelo estudo é o crescimento da chamada influência institucional. Executivos passaram a ocupar um espaço maior nas redes sociais e nas discussões públicas sobre empresas, tecnologia, comportamento e negócios. A influência, nesse cenário, não fica restrita ao departamento de marketing. Ela passa a envolver também comunicação, relações públicas, liderança e posicionamento institucional. Para as empresas, isso significa que o próprio executivo pode se tornar uma importante ferramenta de construção de reputação. Um CEO que compartilha conhecimento, participa de debates relevantes e consegue estabelecer autoridade em seu setor pode contribuir diretamente para fortalecer a imagem da companhia.

O que isso muda para os empreendedores?

Para pequenos e médios negócios, essa mudança pode ser especialmente interessante. Construir influência não necessariamente exige milhões de seguidores. Um empreendedor pode se tornar referência em seu nicho produzindo conteúdo relevante, compartilhando conhecimento, participando de eventos, comentando tendências e desenvolvendo uma presença digital coerente. Em outras palavras, ser conhecido por poucas pessoas pode ser mais valioso do que ser visto por muitas pessoas quando essas poucas pessoas realmente têm interesse, confiança e poder de decisão.

O novo valor da influência

O levantamento reforça uma mudança que já pode ser percebida no mercado digital: a influência está deixando de ser apenas uma questão de alcance para se tornar uma questão de relevância. Ter seguidores continua sendo importante. Mas o número, sozinho, não conta toda a história.

A pergunta que marcas e profissionais precisam começar a fazer não é apenas:

“Quantas pessoas seguem essa pessoa?”

Mas também:

“Quantas pessoas confiam nela, prestam atenção no que ela fala e mudam alguma decisão por causa dela?”

Essa pode ser uma das principais mudanças no marketing de influência dos próximos anos.

No fim das contas, talvez influência não seja sobre quantas pessoas olham para você, mas sobre quantas pessoas realmente escutam o que você tem a dizer.

Fonte: estudo Pulso 2026/2027, realizado pela Deck em parceria com a Nexus, e levantamento publicado pelo UOL Mídia e Marketing.

Você & Negócios

Tags: autoridade digital, comportamento do consumidor, comunicação digital, creator economy, creators, empreendedorismo, engajamento, estratégia de marketing, influência digital, influência nas redes sociais, influenciadores digitais, Instagram, marcas e influenciadores, marketing de influência, número de seguidores, publicidade digital, redes sociais, Reputação, seguidores no Instagram, Você & Negócios