Com VGV estimado em R$ 3,5 bilhões, empreendimento em Porto Belo aposta em 32 mil m² de lazer e mostra como experiência de moradia passou a influenciar a decisão de compra no mercado imobiliário de luxo
O mercado imobiliário de alto padrão está mudando a forma de disputar compradores. Se antes localização, metragem privativa, vista e acabamento concentravam boa parte dos argumentos comerciais, agora as incorporadoras ampliam os investimentos em áreas comuns capazes de transformar condomínios em verdadeiros clubes privados.

É nessa estratégia que se encaixa o Lagom Perequê, empreendimento da GT Home & ABC em Porto Belo, no litoral norte de Santa Catarina. O projeto terá aproximadamente 32 mil m² de áreas de lazer e convivência, dimensão equivalente a cerca de cinco campos de futebol, distribuídos em 57 ambientes.
O empreendimento ocupa um terreno de 123 mil m², a menos de 80 metros da praia, e possui Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 3,5 bilhões.
A proposta acompanha uma mudança no comportamento do consumidor de imóveis de luxo: mais do que comprar metros quadrados dentro do apartamento, o cliente passou a avaliar a experiência oferecida pelo empreendimento como um todo.
Lazer vira argumento comercial
Entre os espaços previstos no Lagom Perequê estão salão de festas com piscina privativa, áreas gourmet, sala de ioga, quadras de beach tennis e padel, piscinas e ambientes voltados aos públicos infantil e adolescente.
O projeto também contará com um Beach Point exclusivo para moradores, equipado com espreguiçadeiras, ombrelones, lockers individuais, duchas e lava-pés.
A estratégia evidencia uma transformação relevante no setor imobiliário: as áreas comuns deixaram de ser apenas complementos do projeto para se tornarem parte importante da proposta de valor e do posicionamento comercial dos empreendimentos.

Segundo Inácio Thomé, CEO da GT Home & ABC, essa mudança acontece porque o comprador passou a analisar de maneira mais ampla o retorno proporcionado pelo imóvel.
“O mercado imobiliário de alto padrão está passando por uma mudança de critério. Durante muito tempo, a comparação entre empreendimentos ficou muito concentrada na metragem da unidade, na vista, no acabamento e na localização. Esses atributos continuam importantes, mas já não são suficientes sozinhos”, afirma.
Para o executivo, a experiência de uso passou a influenciar diretamente a percepção de valor.
“O comprador passou a avaliar o que o imóvel entrega como experiência de moradia e como isso se traduz no uso cotidiano. A área de lazer passou a ser uma parte estruturante do projeto, porque influencia a rotina, a convivência, o bem-estar e até a percepção de valor do ativo no longo prazo”, explica.
Preservação também entra na equação
Além da estrutura de lazer, aproximadamente 90 mil m² do terreno serão destinados à preservação ambiental às margens da Lagoa do Perequê, o equivalente a cerca de dois terços da área total do empreendimento.
O projeto já contabiliza mais de R$ 750 milhões em unidades comercializadas desde o lançamento, considerando as três torres anunciadas e atualmente em construção.
Segundo a empresa, o Lagom Perequê também possui o maior alvará de construção já emitido pelo município de Porto Belo.
Porto Belo ganha espaço entre investidores
O projeto surge em um momento de forte valorização imobiliária do litoral catarinense.
Em 2025, Porto Belo registrou o segundo maior VGV de vendas imobiliárias do Brasil, alcançando R$ 3,8 bilhões, de acordo com dados da plataforma DWV. O município ficou atrás apenas de Itapema, também localizada em Santa Catarina.
O movimento ajuda a explicar por que incorporadoras têm aumentado a escala dos projetos na região, buscando atrair compradores interessados tanto em moradia quanto em patrimônio e valorização imobiliária.
Nesse cenário, itens que antes poderiam ser tratados como diferenciais de lazer passam a integrar a própria estratégia de negócios do empreendimento.
“Em um empreendimento desse porte, não basta ter uma lista extensa de ambientes. Esses espaços precisam ter escala, diversidade e uso real. Quando o comprador investe em um imóvel de alto padrão, ele está comprando também tempo de qualidade, conveniência e um estilo de vida”, acrescenta Inácio Thomé.
Um novo padrão para o mercado de luxo
A expansão das áreas compartilhadas indica uma transformação na lógica dos empreendimentos premium. Academias, piscinas e salões de festas continuam presentes, mas agora dividem espaço com estruturas esportivas, áreas wellness, espaços gastronômicos, ambientes de trabalho, serviços exclusivos e experiências conectadas ao entorno.
Na prática, as incorporadoras passam a vender não apenas apartamentos, mas um ecossistema de serviços e experiências capaz de justificar preços mais elevados e diferenciar o empreendimento em mercados cada vez mais competitivos.
Para o setor imobiliário de luxo, a metragem do apartamento continua relevante. Mas, cada vez mais, a pergunta do comprador também passa a ser: o que existe do lado de fora da porta?
Sobre a GT Home & ABC
A GT Home & ABC nasceu da união entre a GT Home, ligada à trajetória empresarial de Geninho Thomé e responsável por empreendimentos como o Yachthouse, e a ABC Empreendimentos, dos sócios Thiago Cabral e Abelardo Benigno.
A companhia atua no desenvolvimento de projetos imobiliários de grande escala, com foco em terrenos estratégicos próximos ao mar e regiões de valorização no litoral catarinense. O Lagom Perequê, em Porto Belo, é o primeiro projeto desenvolvido pela parceria.


