Murat Şeker, presidente do Conselho de Administração e do Comitê Executivo da Turkish Airlines. Foto: Divulgação
A Turkish Airlines registrou lucro líquido de US$ 197 milhões no segundo trimestre de 2026, período em que a receita total da companhia cresceu 20,5% na comparação anual e alcançou US$ 7,2 bilhões.
O desempenho foi sustentado pelo avanço das operações de passageiros e cargas, mesmo diante dos impactos das tensões geopolíticas no Oriente Médio e da alta dos preços dos combustíveis. A receita do segmento de cargas cresceu 58% em relação ao mesmo período de 2025, chegando a quase US$ 1,3 bilhão.

A companhia também registrou taxa de ocupação de passageiros de 84%, alta de 1,8 ponto percentual e o maior índice já alcançado pela Turkish Airlines em um segundo trimestre. A demanda foi impulsionada principalmente pelos mercados da Ásia, Europa e África.
No período, o EBITDAR — indicador que mede o resultado antes de juros, impostos, depreciação, amortização e despesas com arrendamento — ultrapassou US$ 900 milhões, com margem de 12,6%. O resultado ficou acima da projeção de 8% divulgada anteriormente pela companhia.
Mesmo com as pressões sobre os custos provocadas pela alta do combustível de aviação, a empresa afirma que o crescimento das receitas de passageiros e cargas ajudou a compensar parte dos impactos negativos.
No segmento logístico, a Turkish Cargo registrou crescimento de 11,3% no volume transportado durante o trimestre. Segundo a companhia, a infraestrutura logística e a localização estratégica de sua operação contribuíram para atender à demanda em meio às alterações na capacidade global de transporte aéreo.
A Turkish Airlines também manteve seus planos de expansão. Ao final de junho de 2026, a frota havia crescido 14% em relação ao ano anterior, chegando a 552 aeronaves.
Nos primeiros seis meses do ano, os investimentos da companhia totalizaram US$ 3,1 bilhões. Os ativos consolidados chegaram a US$ 51 bilhões, enquanto o número de colaboradores, considerando as subsidiárias, ultrapassou 101 mil.
Ao comentar os resultados, Murat Şeker, presidente do Conselho de Administração e do Comitê Executivo da Turkish Airlines, destacou que a companhia conseguiu atravessar o período de maior instabilidade apoiada pela amplitude de sua malha aérea, pela diversificação das operações e pela gestão de custos.
“Apesar das incertezas provocadas pelos acontecimentos geopolíticos no Oriente Médio e da forte alta dos preços dos combustíveis, conseguimos administrar com sucesso esse período desafiador”, afirmou.
Para o terceiro trimestre de 2026, a Turkish Airlines projeta margem EBITDAR entre 20% e 25%. A expectativa da companhia é de que a demanda por transporte de passageiros e cargas ajude a reduzir os efeitos do aumento dos preços do combustível de aviação.


