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Mulheres no Comando

Mulheres já movimentam bilhões, mas o desafio agora é transformar crescimento em negócios sustentáveis

Com mais de 40 mil empresárias em seu ecossistema, Escola Brasileira de Empreendedorismo Feminino (EBEM) destaca os principais desafios para mulheres que lideram empresas e buscam crescimento consistente.

O empreendedorismo feminino vem ampliando sua participação na economia brasileira, impulsionando negócios, gerando empregos e criando novas oportunidades de mercado. No ecossistema da Escola Brasileira de Empreendedorismo Feminino (EBEM), os resultados refletem a dimensão desse movimento: são mais de 40 mil empresárias que, juntas, movimentaram aproximadamente R$ 1 bilhão em faturamento e geraram mais de 100 mil empregos em 2025.

Os números evidenciam a força dos negócios liderados por mulheres, mas também colocam em pauta uma questão fundamental: depois de abrir uma empresa, conquistar clientes e alcançar os primeiros resultados, como transformar o crescimento em uma operação estruturada, rentável e sustentável no longo prazo?

Para Tatyane Luncah, fundadora e CEO da EBEM, o desafio de muitas empreendedoras muda à medida que suas empresas avançam. Se, no início, o foco costuma estar na conquista de clientes e na consolidação da marca, o crescimento exige maior domínio sobre gestão financeira, planejamento estratégico, liderança e tomada de decisões.

“Estamos vivendo um momento importante para a economia feminina. Precisamos incentivar e mostrar caminhos para essas mulheres transformarem suas realidades e das pessoas em sua volta”, afirma Tatyane.

Gestão e planejamento ganham importância com a expansão

À medida que uma empresa cresce, a organização financeira passa a ter um papel ainda mais relevante. Acompanhar receitas e despesas, compreender as margens de lucro, controlar o fluxo de caixa e planejar investimentos são medidas essenciais para que o aumento do faturamento se traduza em resultados consistentes.

A ausência de processos estruturados pode comprometer a capacidade de expansão, mesmo quando existe demanda pelos produtos ou serviços. Por isso, profissionalizar a gestão se torna um passo importante para empreendedoras que desejam ampliar suas operações sem perder o controle sobre os resultados.

Outro desafio está na liderança. Em empresas que começam pequenas, é comum que a proprietária concentre diferentes responsabilidades, do atendimento ao cliente à execução das atividades operacionais. Com o avanço do negócio, porém, delegar tarefas, desenvolver equipes e estabelecer processos deixam de ser apenas alternativas e passam a integrar a estratégia de crescimento.

“À medida que o negócio cresce, a empreendedora também precisa mudar a forma como atua. Não é mais possível concentrar todas as decisões em uma única pessoa”, explica Tatyane.

Tecnologia e inteligência artificial como aliadas

A transformação digital também está entre os fatores que podem contribuir para o desenvolvimento dos negócios liderados por mulheres. Ferramentas de inteligência artificial, automação e análise de dados podem auxiliar na organização de processos, na produção de conteúdo, no atendimento ao consumidor e na identificação de oportunidades comerciais.

A adoção dessas soluções, entretanto, precisa estar alinhada aos objetivos de cada empresa. Mais do que incorporar novas ferramentas, a empreendedora precisa identificar quais problemas deseja resolver e de que maneira a tecnologia pode melhorar a produtividade, reduzir custos ou aprimorar a experiência do cliente.

Nesse contexto, a inovação deixa de ser apenas uma tendência e passa a integrar a estratégia empresarial, especialmente para negócios que precisam ampliar sua capacidade de atuação sem aumentar os custos na mesma proporção.

Relacionamento com clientes e posicionamento de marca

Em um mercado cada vez mais competitivo, conquistar clientes é apenas parte do desafio. Construir relacionamentos duradouros, fortalecer a identidade da marca e desenvolver uma comunidade em torno do negócio também são fatores importantes para a sustentabilidade das empresas.

A personalização da experiência, a comunicação consistente e a compreensão das necessidades do público podem contribuir para a fidelização e para a diferenciação no mercado.

Para as empreendedoras, investir no posicionamento estratégico significa compreender o valor que seus negócios entregam, comunicar seus diferenciais e estabelecer conexões capazes de gerar confiança e novas oportunidades comerciais.

A economia do cuidado também influencia o empreendedorismo

Além dos desafios relacionados à gestão, à tecnologia e ao mercado, o empreendedorismo feminino envolve uma dimensão social importante: a conciliação entre a vida profissional e as responsabilidades domésticas e familiares.

Para muitas mulheres, administrar uma empresa acontece paralelamente ao cuidado com filhos, familiares e outras demandas pessoais. Essa sobreposição de responsabilidades pode reduzir o tempo disponível para planejamento, capacitação e desenvolvimento de estratégias de expansão.

A discussão sobre a economia do cuidado, portanto, também faz parte do debate sobre o crescimento sustentável dos negócios liderados por mulheres. A construção de redes de apoio, a divisão de responsabilidades e o acesso a oportunidades de formação podem contribuir para que as empreendedoras tenham melhores condições de desenvolver suas empresas.

Crescer exige estrutura para continuar avançando

Neste Dia do Empreendedor, a discussão sobre empreendedorismo feminino vai além da abertura de empresas ou do aumento das vendas. O desafio está em transformar iniciativas promissoras em negócios capazes de gerar resultados consistentes, criar empregos e manter sua relevância ao longo do tempo.

Gestão financeira, planejamento, liderança, tecnologia, relacionamento com clientes e organização operacional compõem uma agenda estratégica para mulheres que desejam avançar para novas etapas de desenvolvimento empresarial.

“Crescer não significa apenas vender mais. É preciso criar uma estrutura que permita que o negócio continue funcionando e se desenvolvendo”, conclui Tatyane.

Os resultados alcançados pelas empresárias que integram o ecossistema da EBEM demonstram a dimensão econômica do empreendedorismo feminino. A próxima etapa, para muitas delas, passa pela consolidação de modelos de gestão capazes de sustentar esse avanço e ampliar seu impacto na economia.

Sobre a Escola Brasileira de Empreendedorismo Feminino (EBEM)

A Escola Brasileira de Empreendedorismo Feminino (EBEM) é uma instituição voltada à formação e ao desenvolvimento de mulheres empreendedoras de pequenos e médios negócios. Fundada pela empresária e mentora Tatyane Luncah, atua como um hub de educação e negócios, oferecendo programas de capacitação, mentorias, eventos e iniciativas direcionadas ao fortalecimento da liderança feminina no ambiente empresarial.

Com uma comunidade de empresárias de diferentes setores, a EBEM conecta conhecimento, networking e oportunidades de crescimento, contribuindo para o desenvolvimento de negócios liderados por mulheres no Brasil.